Empresa de SP venceu licitação para derrocamento de pedral no Pará

Derrocamento do Pedral do Lourenço pode tornar hidrovia Tocantins viável. DTA Engenharia apresentou orçamento de R$ 560 milhões.

Pedral do Lourenço (Foto: Reprodução/TV Liberal)
Obra no pedral do Lourenço permitirá navegação constante mesmo em períodos de seca (Foto: Reprodução/TV Liberal)

A empresa DTA Engenharia Limitada venceu a licitação para realização das obras de derrocamento do Pedral do Lourenço, uma formação rochosa situada no rio Tocantins que impede a navegação da hidrovia,  ao apresentar um orçamento de R$ 560 milhões para a realização do serviço.

A obra consiste no desgaste do pedral que impede a passagem de comboios de carga no período em que o rio fica mais raso, geralmente entre os meses de setembro e novembro. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o custo apresentado 7,15% menor do que o esperado para obra, o que representa uma economia de R$ 40 milhões. O edital para o derrocamento do pedral foi lançado em março de 2014. Cinco empresas concorreram ao processo, que escolheu a DTA Engenharia. A contratação da empreiteira prevê a elaboração dos projetos básico e executivo, de todas as ações ambientais e a execução das obras em um prazo total de 58 meses.

Depois de adiamentos que geraram desconfiança em relação a projeto, finalmente foi vencida a licitação para o derrocamento do Pedral do Lourenção. A obra será tocada pela DTA engenharia com o valor de R$ 520 milhões, com 7% de desconto em relação ao valor inicial estimado. O edital previa a contratação integrada de empresa para a elaboração dos projetos básico e executivo, das ações ambientais, bem como a execução das obras de derrocamento para a implantação do canal de navegação na região dos pedrais (Pedral do Lourenção) da Hidrovia do Tocantins.

O derrocamento do Pedral do Lourenção permite a navegação segura durante todo o ano do Rio Tocantins, já que o único ponto que não é navegável por grandes embarcações no verão é justamente a área de 43 km do pedral. O próximo passo agora será a análise da documentação da empresa e assinatura do contrato. Tudo leva a crer que não haverá problemas nessa fase do projeto, posto que a DTA Engenharia, com sede em São Paulo, é uma das maiores do Brasil e está presente nos principais postos do território nacional.

A DTA Engenharia foi criada em 1998 para atender as mais diversas necessidades na área de consultoria, projetos de engenharia e meio ambiente atuando de forma destacada e independente. O objetivo da empresa é a prestação de serviços de desenvolvimento de projetos de engenharia nas mais diversas áreas, buscando sempre a melhor solução de implantação sob os aspectos técnicos, econômicos e ambientais. Para tanto, dispõe de uma equipe técnica multidisciplinar composta principalmente por Engenheiros Civis, Arquitetos, Engenheiros Cartógrafos, Engenheiros Florestais, Economistas. Sociólogos, Biólogos, Advogados, além de consultores permanentes entre outros profissionais especializados, de forma a abranger toda a gama de especialidades necessárias a estruturação das três colunas mestras que dão sustentação a um empreendimento, sendo elas: Viabilidade Técnica, Viabilidade Econômica e Viabilidade Ambiental.

Localizado entre a Ilha do Bogéa e Santa Terezinha do Tauri, no Pará, o Pedral do Lourenço tem 43 quilômetros de extensão. Com o seu derrocamento, a expectativa é que o tráfego de embarcações e comboios seja continuamente viável em um trecho de 500 km que vai de Marabá até o porto de Vila do Conde, em Barcarena.

Com o funcionamento da hidrovia, o escoamento da produção agrícola, pecuária e mineral dos estados do Pará, Tocantins, Goiás e Mato Grosso poderá ser feito pelo porto de Vila do Conde, que tem capacidade operacional estimada pelo DNIT em 20 milhões de toneladas para o ano de 2025.

Uma das razões para a utilização da hidrovia é o benefício econômico e ambiental, já que um comboio de 150 metros de comprimento trafegando pelo rio tem a mesma capacidade de carga de 172 carretas transportando 35 toneladas.

Jaqueline Alves

Graduada em Ciências Sociais e Engenheira Ambiental. Especialista em Direito Ambiental; Direito Municipal; Gestão Pública; Engenharia e Segurança do Trabalho; MBA em Petróleo e Gás e Auditoria Ambiental

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