Empresário denuncia que índios do PA fazem reféns em aldeia do estado

O empresário matogrossense Tito Lívio Correa denuncia que índios da tribo Aúkre mantém seu amigo e um sócio como reféns desde a tarde de terça-feira (17). Segundo ele, a dupla foi impedida de deixar a tribo para garantir o pagamento de uma quantia que os nativos exigem pela utilização de uma pista de pouso localizada na aldeia. Em nota, a Funai de Brasília informou que acompanha a situação, entrou em contato com os órgãos competentes e aguarda informações sobre o caso.

Tito, o amigo, seu sócio e um piloto decolaram de Cuiabá no dia 17 em um avião bimotor modelo Baron. O destino seria a cidade de Altamira, no sudeste do Pará, mas o grupo enfrentou mal tempo quando a aeronave sobrevoava a Serra do Cachimbo. O piloto procurou, através do GPS, uma pista homologada para o pouso de emergência durante um temporal e encontrou este local na aldeia.

“Fizemos pouso na pista da aldeia Aúkre, que é homologada, mas os índios chamaram a gente e pediram R$ 30 mil para liberar o avião. Explicamos que era um pouso de emergência, e eu só tinha R$ 3 mil no bolso. Esperamops duas horas e meia, passou a chuva e fomos decolar, mas eles nos cercaram”, disse Tito.

Segundo o empresário, ele foi vítima de uma tentativa de extorsão. “Falei que não tinha o dinheiro, e que só teria como conseguir R$ 20 mil. Eles liberaram eu e o piloto, ficou meu sócio e um amigo lá. Fomos para São Félix para sacar o dinheiro, mas outro cacique da região ficou de nos ajudar, para não pagarmos o dinheiro já que era um pouso de emergência. Fretei outro avião, menor, abasteci com compras para levar para a aldeia e iamos lá, só que chegou a Funai e disse que não era para ir. Agora a situação piorou, porque os índios querem R$ 100 mil. Estamos num mato sem cachorro”, relata.

Uma equipe da Funai de Tucumã, responsável pela coordenação da Funai no sul do Pará, informou que irá ainda nesta quinta-feira (19) para a aldeia Aúkre, que abrange São Félix do Xingu e outros três municípios do estado, para investigar a situação e resolver o problema. O caso também está sendo apurado pela Polícia Federal.

Fonte: G1

Jaqueline Alves

Graduada em Ciências Sociais e Engenheira Ambiental. Especialista em Direito Ambiental; Direito Municipal; Gestão Pública; Engenharia e Segurança do Trabalho; MBA em Petróleo e Gás e Auditoria Ambiental

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