Grupo invade fazenda, faz reféns e mata vaqueiro em Ji-Paraná

Corpo de vaqueiro foi encontrado com tiros e vestígios de espancamento na Fazenda Santa Aline em Ji-Paraná (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Corpo de vaqueiro foi encontrado com tiros e
vestígios de espancamento na Fazenda Santa
Aline em Ji-Paraná (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Um vaqueiro foi cruelmente morto na Fazenda Santa Aline, no município de Ji-Paraná, região central do Estado, durante uma invasão na segunda-feira (31). Segundo a polícia, um grupo com cerca de 10 homens, dizendo fazer parte da Liga de Camponeses Pobres (LCP), fez quatro pessoas de reféns e matou o vaqueiro com vários tiros depois de ser espancado pelo grupo. A fazenda foi desocupada pela polícia há menos de duas semanas.

De acordo com a Polícia Civil, no início da manhã de segunda-feira (31), uma mulher e seu pai passavam pelo travessão entre a linha 206 e 207, dentro da fazenda, quando foram surpreendidos por cerca de 10 homens encapuzados. Eles teriam se identificado como membros da LCP e mantiveram os dois reféns.

Por volta das 8h da manhã, três outros funcionários passaram pelo mesmo local, seguindo sentido à sede da fazenda. De acordo com o agente da polícia civil, Lourival Luiz, os homens mandaram que os três tirassem as roupas e perguntaram seus nomes. “Quando a vítima disse o nome dela, eles disseram: então é você mesmo que nos queremos”, conta Dorival.

Em seguida, os homens começaram a espancar um dos reféns, o vaqueiro, utilizando ripas, varas e até mesmo as próprias cintas. “Depois de baterem nele, eles teriam dado vários tiros contra a vítima. Os ossos da face estavam todos fraturados foi uma morte com vestígios de crueldade”, explica.

Depois do homicídio, o grupo liberou os outros reféns.  De acordo com depoimentos, os invasores teriam cogitado matar outro refém, mas, outros membros replicaram afirmando que o idoso e sua filha eram pessoas do bem, e que estavam no lugar errado na hora errada. Nenhum dos sobreviventes rendidos sofreu agressões físicas. Entretanto, o grupo mandou avisar a outro funcionário da fazenda que ele seria o próximo a morrer, por ajudarem latifundiários.

A mulher e seu pai puderam pegar sua motocicleta e fugiram do local. Já os outros dois vaqueiros tiveram suas roupas queimadas e não puderam pegar seus veículos. “Eles tiveram que correr para se esconderem. Depois de quilômetros, as vítimas chegaram a uma casa onde conseguiram roupas para se vestir e depois se esconderam em casas de parentes”, explica o policial.

As polícias civil e militar foram comunicadas por uma das vítimas e foram até a fazenda. Com a ajuda de outros funcionários, conseguiram localizar o corpo do vaqueiro. Próximo ao local, a polícia também localizou as motocicletas das outras vítimas, junto com suas roupas e alguns documentos queimados.

Invasão e desocupação da fazenda
A fazenda Santa Aline foi invadida pela LCP em abril deste ano. Segundo a PM, os invasores atearam fogo em casas, maquinários, pastos e veículos da propriedade, além de matar vários animas. No dia 19 de outubro a Polícia Militar realizou a reintegração de posse no local e todas as famílias foram retiradas. Cerca de 100 pessoas foram encaminhadas à 1ª Delegacia de Polícia e dessas, 10 ficaram presas.

Fonte: G1

Jaqueline Alves

Graduada em Ciências Sociais e Engenheira Ambiental. Especialista em Direito Ambiental; Direito Municipal; Gestão Pública; Engenharia e Segurança do Trabalho; MBA em Petróleo e Gás e Auditoria Ambiental

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