Machu Picchu – A engenharia Fantástica dos Incas

www.naturezabelavida.com.br

www.naturezabelavida.com.br
www.naturezabelavida.com.br

Estive em Machu Picchu em Janeiro de 2015, fiquei fascinada com a Engenharia Inca, são tantas indagações que fazemos ao olhar aquela cidade de pedra, que  se encontra a 2.450 m de altura sobre um cume estreito no alto dos Andes, deixando a dúvida de como as pedras subiram e como são perfeitamente talhadas de maneira que não necessite de argamassa. Tudo isso feito sem ferro, roda ou linguagem escrita. Sabe-se apenas que sistema de cálculo utilizado, chamado kipu, era baseado em cordões com nós.

Se fosse proposto a qualquer engenheiro um projeto de construção de uma cidade em cima de uma montanha e entre duas falhas geológicas, ele acharia a ideia insana e impossível. Mas os construtores incas o fizeram no século XV, sob ordens do imperador Pachacuti. A cidade está localizada em uma montanha no vale Urubamba no Peru, a 2.450 metros de altitude e é considerada o símbolo do império Inca. Suas características arquitetônicas surpreendem pela inovação e planejamento considerando as questões ambientais.

As 10 da manhã, ainda fazendo um frio tolerável, chegou a hora de entrar em Machu Picchu. Uma névoa encobre a trilha. A caminhada começa fácil. Mas, aos poucos, surgem os primeiros degraus de pedra, marcados pelo tempo. O corpo esquenta. A boca seca. Falta ar. Um pouco mais e a escada termina. Tempo de respirar e recuperar o fôlego. Alguns passos à frente, a recompensa: uma visão deslumbrante. Em silêncio, descortina-se uma paisagem que alia mistério e beleza. Surge a magnifica ruína de Machu Picchu. Parece proposital. Como uma conspiração secular entre a natureza e os deuses Incas, a imponente Machu Picchu resiste enigmática. A névoa que cai sobre as ruínas não é diferente do véu do mistério que as encobre. Historiadores e arqueólogos, até hoje, não conseguiram descobrir o que significou essa cidade sagrada, feita de pedra, encravada nos Andes, na região nordeste do Peru.

A Arquitetura é esplêndida, a área edificada em Machu Picchu é de 530 metros de comprimento por 200 de largura e inclui ao menos 172 recintos. O complexo está claramente dividido em duas grandes zonas: a zona agrícola, formada por conjuntos de terraços de cultivo, que se encontra ao sul; e a zona urbana, que é aquela onde viveram seus ocupantes e onde se desenvolviam as principais atividades civis e religiosas. As duas zonas estão separadas por um muro, um fosso e uma escadaria, elementos que correm paralelos pela face leste da montanha.

As encostas íngremes eram, a partir de técnicas de terraceamento, transformadas em áreas agricultáveis. Embora tão perfeitamente construída, a cidade só foi utilizada por 100 anos (incluindo aproximadamente 50 anos de construção), quando o local, já sofrendo com doenças, foi dominado pelos espanhóis. A partir de análises de ossos encontrados os pesquisadores podem descobrir a função que alguns indivíduos cumpriam e fazer inferências importantes a respeito de Machu Picchu.

Machu Picchu, que significa “velha montanha”, é a famosa cidade perdida dos Incas. A cidade deixa engenheiros boquiabertos. O motivo é simples: Machu Picchu foi perfeitamente projetada em um lugar que não poderia receber tamanha obra e utilizando técnicas incríveis para contornar os problemas do local.O sistema de drenagem era constituído por uma camada de solo arável seguido por areia e, posteriormente, por uma camada de cascalho e pedras maiores. A água era filtrada e descia até o solo, evitando erosões. Assim, os terraços foram construídos até o topo. No topo, também havia mais um problema: como a água escoaria em uma cidade de pedra? Com todos os movimentos friamente calculados, eles colocaram mais de cem escoadouros pela cidade durante a construção.Por baixo da terra arável e do cascalho, havia uma camada lascas de granito branco, provando um sistema de drenagem subterrâneo para que a água pudesse escorrer com segurança. A água era coletada e desviada da cidade. Em contrapartida, era necessário que houvesse água para abastecer a população e os incas projetaram canais que levavam a água de nascentes a percorrer a cidade.

Uma das características de engenharia mais inteligentes de Machu Picchu é o uso de pedras precisamente cortadas para serem utilizadas em conjunto, sem o uso de argamassa. Uma das vantagens desta técnica é que, quando terremotos atingiam a região, as pedras se moviam de acordo com o movimento da terra e depois se reassentavam, impedindo que os edifícios entrassem em colapso. Embora algumas das pedras usadas na construção de Machu Picchu eram muito pesadas, nenhum sistema de roda foi usado para transportá-las até a montanha. Um fato surpreendente, considerando que os Incas tinham conhecimento sobre a roda, já que eles as usavam para construir brinquedos. Além disso, eles não tinham animais robustos para transporte de cargas, por esse motivo todo o trabalho pesado foi feito por homens.

www.naturezabelavida.com.br

20150214_120958-1 20150214_121849~3

 

Jaqueline Alves

Graduada em Ciências Sociais e Engenheira Ambiental. Especialista em Direito Ambiental; Direito Municipal; Gestão Pública; Engenharia e Segurança do Trabalho; MBA em Petróleo e Gás e Auditoria Ambiental

Artigos relacionados

Deixe um comentário