MPF/PA denuncia à justiça servidores do Ibama acusados de pedir propina

 

operação lupa II em santarém (Foto: Karla Lima/G1)
Operação foi deflagrada no dia 13 de outubro e prendeu um servidor, afastou dois e apreendeu vários documentos e objetos (Foto: Karla Lima/G1)

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal de Santarém, no oeste do Pará, os três servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) acusados de pedirem propinas a donos de madeireiras embargadas para que estas empresas fossem liberadas a funcionar.

Caso condenados, segundo o MPF, eles vão responder pelo crime de corrupção passiva, com pena de até 16 anos de reclusão, devido ao agravante de liberação irregular, em desobediência às normas internas de funcionamento do sistema de controle, além de pagamento de multa. A denúncia de Nº 0003703-43.2016.4.01.3902 foi encaminhada à Justiça no dia 20 de outubro. (Acompanhe o processo)

O esquema de corrupção que os três estão supostamente envolvidos foi desmontado pela operação denominada “Lupa II” do MPF, Polícia Federal e Justiça Federal, que ocorreu no dia 13 de outubro. Um dos servidores foi preso e dois foram afastados dos cargos que exerciam no Ibama.

Investigações
Iniciadas há quase um ano, as investigações começaram a partir de declarações feitas por sócios de empresas que atuam em regiões madeireiras no oeste do Pará.

Madeira foi apreendida ao longo dos rios Curuatinga e Curuá-Una, em Santarém. (Foto: Divulgação/ Ibama)
Servidores são suspeitos de cobrarem propina de
madereiros para liberação de exploração de
madeira na região (Foto: Divulgação/ Ibama)

De acordo com o chefe da Delegacia da Polícia Federal em Santarém, delegado Ricardo Rodrigues, os servidores criavam barreiras, exigindo vários documentos para resolver as irregularidades das madeireiras, até que a abordagem e pedido de propina ao dono da empresa aconteciam.

A Polícia Federal também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas casas e locais de trabalho dos acusados. Foram apreendidos laptops, pen drives, celulares e diversos documentos relacionados ao Ibama. Todo o material apreendido foi encaminhado para análise e perícia para verificar novas informações que possibilitem a continuidade das investigações.

Fonte: G1

Jaqueline Alves

Graduada em Ciências Sociais e Engenheira Ambiental. Especialista em Direito Ambiental; Direito Municipal; Gestão Pública; Engenharia e Segurança do Trabalho; MBA em Petróleo e Gás e Auditoria Ambiental

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