Os astrônomos maias

Os maias sabiam tudo de astronomia. Sabiam mais do que os chineses no mesmo período (300 d.C. a 900 d.C.) e com uma exatidão que os europeus só foram alcançar no século 18 com o uso de telescópios. Exemplo disso foram os cálculos feitos por eles que estabeleceram o ciclo solar em 365,2420 dias e o lunar em 29,53086 dias. Para se ter uma idéia da exatidão desses números, apenas há pouco tempo cientistas constataram, com o auxílio de computadores e cálculos refinados, que o ano solar é de 365,2422 dias e o ciclo lunar de 29,54059 dias. Assombroso, não? Os maias calcularam também o ciclo de Vênus em relação à Terra e chegaram a 583,935 dias (atualmente, estima-se que ele fique entre 583,920 e 583,940). Acredita-se que Vênus, aliás, era tão ou mais importante para os maias do que o próprio sol. A Via Láctea também era bastante venerada e eles a chamavam de “Árvore do Mundo”.

Por serem um povo essencialmente agrícola, além de observar os corpos celestes que afetavam o plantio, os maias tinham também uma enorme preocupação em medir o tempo. Criaram diversos sistemas de calendários que de alguma maneira se mostravam interligados. Os mais conhecidos eram: o tzolkin (calendário ritual), formado por 13 números e 20 signos criando um ciclo de 260 dias; o tun (calendário civil), dividido em 18 meses de 20 dias (360 dias); e o haab, estabelecido no formato de 365 dias que conhecemos, sendo que os cinco últimos dias eram considerados extras e um período de azar.

Todos esses conhecimentos astronômicos e matemáticos só chegaram até nós graças a um manuscrito conhecido por Código Dresden, um dos poucos documentos maias que resistiram à ocupação espanhola. Nele, no entanto, não há nenhuma indicação de como essa civilização obtinha o conhecimento. Sabe-se, por exemplo, que em cidades maias, como Chichen-Itzá, havia construções que funcionavam como observatórios astronômicos e templos que respeitavam alinhamentos com os astros. Mas que instrumentos eles usavam para observar e medir? De que eram feitos? Não se sabe. Uma hipótese é a de que esses objetos eram confeccionados em madeira e por isso não teriam sobrevivido ao tempo.

Fonte: super.abril

Jaqueline Alves

Graduada em Ciências Sociais e Engenheira Ambiental. Especialista em Direito Ambiental; Direito Municipal; Gestão Pública; Engenharia e Segurança do Trabalho; MBA em Petróleo e Gás e Auditoria Ambiental

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